8 de janeiro de 2013




A responsabilidade de cada um.

Temos uma enorme dificuldade em assumir nossos erros; em geral culpamos uma lista enorme de pessoas da nossa convivência ou não. As primeiras pessoas que culpamos são nossos pais, depois passamos para amigos, colegas de escola, o governo, a religião, e por aí vai. Mas na realidade, a responsabilidade por nossos erros cabe apenas a nós. Quando em certo momento de nossa vida nos deparamos com algum conflito ou dúvidas, procuramos algum amigo para nos aconselhar e a decisão de aceitar ou não o conselho é nossa. Se dá certo, ficamos felizes e realizados com o “nosso” desempenho, mas se por alguma razão não acontece como queremos, então jogamos a culpa no “tal” amigo que nos aconselhou. Na verdade o que  aconteceu é de nossa responsabilidade. Se acatamos o conselho, a decisão foi nossa, exclusivamente. Ninguém nos obrigou; usamos o nosso livre arbítrio para aceitar. E assim continuamos nossas vidas culpando sempre os outros e somos sempre as vítimas; a que costumo chamar de “síndrome do coitadinho”.
Por um bom tempo costumava me sentir tão injustiçada! Parecia que o mundo conspirava contra mim; nada que fizesse dava certo. Demorei um bom tempo até aceitar que os acontecimentos na minha vida foram escolhas minhas, como também os resultados. Podemos passar a vida nos lamentando ou encontrar uma maneira de sermos felizes. Às vezes fica difícil lidar com nossas culpas, então buscar ajuda de um especialista é importante. Aprender a se conhecer e a lidar com as dificuldades, assumir suas responsabilidades, respeitar seus limites e dos outros e principalmente se perdoar e se amar.
A religião ou um pouco de todas, me ensinaram sobre a espiritualidade, a confiar, a olhar à minha volta e ver que existem pessoas em situações piores que a minha e estão trabalhando em benefício de outros. Ajudar ao próximo, nos tira da zona de conforto e levantamos os olhos do nosso umbigo. É nesse momento que encontramos respostas para muitas dúvidas.
A reforma íntima foi um belo aprendizado. Saber que sempre se pode recomeçar é um bálsamo. A idéia de que tudo acaba, que vivemos no mundo para nada, que só vamos virar pó é tão incoerente se pensarmos que Deus é perfeito.
Isso me faz pensar sobre o que é perfeito. Não temos idéia do que seja a perfeição, apenas teorias. Não se pode ter certeza de algo que não conhecemos.
Minha busca por respostas começou bem cedo. Sempre questionando e observando as atitudes das pessoas, se eram condizentes com o que elas pregavam. Minha vontade de saber e aprender me levou a muitas Igrejas. Conheci alguns credos e formei minha própria opinião sobre as religiões. Nesta busca, encontrei Deus, e aprendi a ter Fé.
O Deus no qual acredito é amor e jamais maltrataria sua própria criação. Ele está acima do bem e do mal, e como ele, sou eterna.
O caminho é longo, tenho muito para caminhar.
Aprendi que as religiões, que deveriam unir o ser à Deus e aos outros seres, estão tão impregnadas  de preconceitos e orgulho, criando guetos religiosos extremamente intolerantes, afastando-se de Deus e de seus ensinamentos.
A responsabilidade dessa intolerância não é apenas dos dirigentes religiosos, é também daqueles que aceitam tudo sem questionar, assim jogam a responsabilidade de escolha para aqueles que “interpretam” a Palavra dos Livros Sagrados somente da sua ótica e não da de Deus, esquecendo que todos nós viemos do mesmo criador.
São as diferenças que nos fazem únicos e especiais, mas teimamos em repelir aqueles que são diferentes. Cheios de preconceitos, julgamos e condenamos. O preconceito nada mais é do que o medo do desconhecido.
Chegou o momento de assumirmos nossa responsabilidade perante a vida. O momento é de crescimento, amadurecimento, não podemos mais ignorar o conhecimento do certo e do errado, do bem e do mal.
O conhecimento nos traz responsabilidade, a responsabilidade o crescimento, e este a evolução espiritual.

27 de abril de 2011



Sacos, sacolas e sacolinhas... haja Saco!!!
A partir do próximo mês será proibido o uso de sacolas plásticas nos mercados. Esclarece os ecologistas que é uma lei necessária para preservação do Planeta. Novamente uma Lei para substituir a educação.
Não é a proibição de uso das sacolas plásticas que vai fazer as pessoas preservarem o Planeta, é a consciência da preservação!!!!!!
Já temos a Lei que obriga as pessoas darem lugar nos ônibus e Metro para idosos e gestantes, ato este que deveria fazer parte da boa educação, respeito aos mais velhos independe de leis, é educação e cidadania.
Como a Lei que proibi bater nos filhos, a intenção é punir pais que espancam seus filhos, então novamente é uma lei educativa, mas o que está sendo feito para evitar que nossas crianças não sejam alvo de traficantes.
Todas essas leis são paliativas, não resolvem o problema de fato, é um engodo, o que necessitamos realmente é de políticas sérias no setor educacional, e também familiar, já que respeito aos mais velhos deveria ser ensinado em casa.
Não será de admirar, se outras leis seguirem este mesmo pensamento, como multa para quem não agradece uma gentileza ou exame médico para frequentar as praias.
Sem esquecer as Leis que não pegam, como o uso do celular ao dirigir, beber e dirigir, aliás para futuro esclarecimento, cerveja é bebida alcoólica, não é diurético.
Agora as sacolinhas! Coitadas das sacolinhas, estão sendo abolidas da face da Terra por que a pessoa não tem educação e jogam-nas em qualquer lugar, difícil mesmo, é saber onde iremos armazenar nosso lixo, já que as cidades carecem de uma coleta seletiva, e nem o biogás anima as autoridades investirem neste setor.
Os sacos plásticos não são um saco, um saco são as pessoas que acreditam que tudo se resolve pela Lei, mas é pela educação que se faz uma país.

DITADURA?????? Que ditadura?Ditadura? Aonde? Aqui no Brasil? Imagina, deve ser “intriga da oposição”. É desta maneira que penso quando pessoas sentem sem indignadas e ficam alardeando ofensa quando vez ou outra vem à baila o assunto Ditadura, como se nunca tivesse acontecido de fato. Houve um Golpe de Estado sim, intelectuais, artistas, educadores, e uma geração de jovens politizados saíram às ruas protestando contra a deposição do Presidente legalmente eleito... Foram mais de 20 anos onde os direitos dos cidadãos brasileiros foram roubados, incluindo, prisões ilegais, torturas, e mortes sem vestígios...
Não podemos esquecer que tudo isso aconteceu orquestrado pelo governo Americano, aquele que vive pregando direito de liberdade, ensinando requintes de torturas, iguais aquelas que usam atualmente em Guantánamo.
Mas o fato é que infelizmente aconteceu, mas não foi a primeira vez que temos nas páginas da História Brasileira, episódios de total descaso com o ser humano, desde a vinda de Portugueses ao nosso país, na época deles, índios foram escravizadas, mortos, suas terras roubadas, como também a escravidão, negros trazidos da África, sendo tratados com grande crueldade, esses são alguns exemplos da nossa História.
É a nossa História, muitos erros, muitos acertos, negar que coisas como a ditadura não existiu é negar nossos antepassados que fizeram o Brasil de hoje, bom ou ruim é o que somos, importante mesmo é assumir todos os erros e aprender com eles, nós brasileiros temos a fama de ser um povo amigo, solidário e extremamente generoso, isto é um fato.
A mãe critica seu filho, mas ela pode, é a mãe, mas fica indignada se alguém fala de seu filho, somos assim também. Nós brasileiros criticamos tudo, quando o governo faz, quando ele não faz, se faz sol, se chove, se a cerveja sobe, se o dólar desce... Nós podemos, mas quando ouvimos estrangeiros dando palpites, que não cuidamos da NOSSA Amazônia, ou das NOSSAS crianças, ou das NOSSAS reservas minerais, é querer comprar uma boa briga, NOSSO País, NOSSO problema! Já tivemos interferência demais de outros países, agora sabemos errar sozinhos, e acertar também.
Sendo assim não podemos fingir que certos fatos da nossa História não existiram ou tentar amenizar, “que vistam a carapuça”, mesmo sendo difícil de engolir para alguns, não se pode mudar o passado apenas aprender com ele, e tentar errar menos. Então deixe os incomodados que se incomodem, a nossa história deve ser contada para que as novas gerações saibam o verdadeiro valor da liberdade que eles hoje, usufruem.
Muitas famílias foram desagregadas, jovens sumiram, mães ainda choram por não saberem onde estão seus filhos mortos, apesar de todo sofrimento não devemos ver estes episódios com rancor de seus protagonistas, o revanchismo não soluciona nem muda o que aconteceu, mas contar aos nossos jovens a história do Brasil é ajudá-los a conhecer seu passado e ter consciência que nada na vida se obtém sem esforço, mesmo por que a conquista de sonhos nos faz pessoas melhores.

(charge Henfil)

6 de janeiro de 2011


Amor Eterno

Com seus cabelos negros como a noite e duas perolas negras à brilhar, observa o mundo que se abriu diante de si.
Dia após dia, com uma curiosidade de gato pequeno, vasculha tudo que acha.
Enroscado o meu cabelo, arrisca mais um beijo, mais um dengo.
Na areia as marcas dos seus pés bricam de fugir das ondas e então ri, sua rizada se mistura com o barulho do mar uma linda sinfonia.
Com grandes exclamações não esconde seu desejo de sentir tudo que o cerca.
Com suas pequenas mãos, seus dedinhos, como formiguinhas, percorrem tudo que está ao seu alcance.
Quando ele chega é um banho de carinho e sua persistência de atenção é constante como as águas de um rio.
Ele é a continuação da minha existência, uma parte de mim, meu amor na forma de um filho.

20 de agosto de 2010

Sem perceber
Foi de repente...já não conseguia entrar em sala de aula, começava a suar, tremer, uma dor no peito, muita angústia.
A mudança de cidade foi boa, ver o mar todos os dias me fazia muito bem, porém o problema não havia sido resolvido, então quando a vida entrou novamente no cotidiano do dia a dia os sintomas voltaram. Angústia, dificuldade de sair de casa, depressão. Os sentimentos fugiam ao controle, sem motivo começava a chorar, já não dormia direito, noites e noites de insônia. Tudo que estava acontecendo me assustava, sempre fui determinada, forte, controladora e de repente a vida me fugia por completo, uma sensação de impotência, horrível.
Num domingo, tive uma crise muito forte, chorava sem parar, não aguentava mais essa montanha russa de emoções e sentimentos, me sentia muito cansada; meu marido, então decidiu marcar uma hora no psiquiatra.
Finalmente alguém me explicou toda a situação, não estava "pirando", estava com síndrome do pânico, e tudo faz parte dos sintomas.
Comecei a tomar remédios e a fazer terapia. A síndrome, juntamente com a depressão faz parte do quadro de agorafobia, que neste tempo em que vivemos está se tornando muito comum, com tanta velocidade, e sem tempo de parar apenas para ver um por do sol, as pessoas estão mais cansadas, correndo, ansiosas, e desgastadas. Irritam-se com facilidade, explodem por qualquer bobagem e agem com violência extrema.
Vejo nos feriados, que supostamente, as pessoas vêm a praia pra "relaxar", correm para ir à praia, correm para ir passear no centro, correm para voltar para casa... e não relaxam!
Eu aprendi, ainda aprendendo, a parar, ter consciência dos meus limites e respeitá-lo.
Ainda estou em tratamento, nem tenho previsão de quando irá terminar, mas agora paro para admirar a Lua, ouvir os pássaros, brincar com minha cachorra e principalmente paro para me ouvir.

29 de março de 2010




Nos dias de hoje, com tanta violência percebo que as pessoas tentam aproximar-se de Deus.

É impressionante com que rapidez abre casas de orações, evangélicas, protestantes, budistas, todos os tipos casas esotéricas, com uma infinidade de crentes buscando respostas para o fim das aflições como curas milagrosas, reconciliação de relacionamentos, sucesso nos negócios...
Então me pergunto: E a fé?
Religião existe conjuntamente com o tempo da existência do ser humano, desde os seus primórdios, sendo adequadas as diferentes épocas da história da humanidade e as necessidades das sociedades.
Então me pergunto novamente: E a fé?
Não quero aqui fazer críticas à religião, a nenhuma delas, pois acredito que são muito importantes para fazer a ponte entre as pessoas e Deus, mas o que me incomoda é a maneira que descrevem Deus...as controvérsias, e principalmente a desunião que elas causam, ou seus adeptos.
Deus para mim é um ser único, supremo, de bondade infinita e perfeita, não consigo aceitar que ele em sua sabedoria divina seja um ser punitivo, que nos condena e nos deixa a deriva pela eternidade. Um ser com tamanha grandeza espiritual compreende que somos seres ignorantes, buscando o caminho da perfeição, como seres imortais.

Não tenho religião, religiões são mutias e se desgastam com o tempo, mas a fé esta permanece imutável.
Fé é saber que depois da noite vem o dia, é sentir a formação de um novo ser no ventre da mãe, um ser perfeito!
Olhar para o céu e sentir a imensidão do Universo, com bilhões e bilhões de outros planetas, são, galáxias que chega até tirar o fôlego. Ver uma pequena e frágil semente e saber que ela vai se tornar uma árvore forte e com bons frutos.

Fé é amar os animais, a natureza, as pessoas, e saber que sempre teremos um

novo dia repleto de esperança, que sempre teremos o amanhã!

31 de janeiro de 2010

Maturidade
Gosto muito da noite, é tão silenciosa. Os pensamentos fluem com mais clareza, sem interferência, dos barulhos do dia.
Já algum tempo que ando mais introspectiva, refletindo sobre a vida e as pessoas, sinto dentro de mim um mudança, ela se faz aos poucos, dia após dia... é a maturidade! Já não me espanto com tanta frequência, nem perco a paciência com coisas banais. Observo a vida e a minha vida de ângulos diferentes daqueles que tinha há alguns anos atrás. Sinto-me menos apreensiva em relação ao futuro, eu o aguardo vivendo somente o dia de hoje. Defino metas mas não fico mais tão anciosa... Construo meus castelos no presente...foi difícil chegar até aqui...mesmo hoje ainda me pego repetindo vícios de comportamento, a diferença é que tenho consciência, e como dizem:"consciência da loucura é um passo pra cura".
Nos dias de hoje observo o mundo, me encanto com o cantar dos pássaros, o céu azul, alegro-me com os dias de sol, são magníficos, um festival de cores! O mar, o verde do que restou da Mata Atlântica, contrastando com o azul do céu! Fico encantada, como uma criança que vê o mundo pela primeira vez. Agradeço a Deus todos os dias pela beleza de estar vivendo em um lugar tão lindo!